“Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo” (Leila Pinheiro)
Quando ficamos muito inquietos, estressados ou ansiosos, a primeira coisa que fazemos é mudar o padrão da respiração. Percebi que eu prendia a minha ao menor sinal de estresse, mas nem me dava conta. Só notei quando parei para prestar mais atenção em mim.
E uma forma maravilhosa de fazer as pazes com a respiração é a meditação. Temos em mente aquela tradicional, em que o praticante senta em posição de lótus, declama um mantra e entra em “alfa” ao perfume de incenso. Desconecta-se de tudo. Lembrando que o relaxamento é apenas um dos muitos benefícios da meditação – até os mais céticos médicos estão dando o braço a torcer.
Gosto muito do Osho, um mestre indiano cujos ensinamentos habitam a gaveta da minha cabeceira há tempos – tento trazê-los para meu cotidiano. Ele ensina muita coisa bacana, como por exemplo: “Use a energia e se sentirá muito calmo. Essa calma será totalmente diferente da quietude forçada. Você pode se forçar, pode ter energia e reprimi-la, mas está sentado em um vulcão e existe um constante tremor por dentro. Quanto mais energia usar, mais energia fresca estará disponível”.
Correr me parece assustador, mas juro que um dia vou correr uma maratona, já disse isso em post anterior. Não é preciso ir tão longe (no meu caso, é um desafio pessoal). Basta correr na esteira, pela praia, nadar, se exercitar de alguma forma. E respirar muito melhor, oxigenar todas as células do corpo, desobstruir a mente.
O mesmo Osho recomenda uma forma inusitada de meditação, da qual já ouvira falar. Correr uma longa distância. E justifica: “Correr em ritmo lento, correr apressadamente, nadar – qualquer coisa que possa ficar totalmente envolvido. (...) Quando estiver correndo, existe realmente somente o correr, e não aquele que corre. E meditação é isso. Se houver somente a dança, e não o dançarino, isso é meditação. (...) Torna-se meditação qualquer atividade que seja total e na qual não haja divisão entre aquele que faz e o que é feito”.
Perfeito! Tente...
Nem sei desde quando sou assim, cheia de pressa. Talvez porque tenha sido uma criança dispersa e lenta ou por ter escolhido o jornalismo como profissão. Quem sabe por viver nessa era de coisas curtas, instantâneas. Não sei. O fato é que sou o que um grande amigo me apelidou: a Mulher-urgente. Urgente por botar pra fora toda essa inquietação imaginativa. Urgente por viver porque a escrita nada mais é que a vida, em suas múltiplas feições.
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sábado, 5 de dezembro de 2009
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