“Alguém cantando longe daqui.
Alguém cantando ao longe, longe.
Alguém cantando muito, alguém cantando bem.
Alguém cantando é bom de se ouvir”
(Caetano Veloso)
Cante. No chuveiro, no trânsito, lavando a louça, para um bebê.
Ignore a opinião alheia – certamente os mais críticos são aqueles que não tentam.
Sinta sua voz e não a julgue. Não importa se você não é um tenor, nem uma soprano.
É uma forma simples de respirar melhor.
Espanta males.
Expande o espírito.
A música é uma linguagem universal.
Perceba o quanto seu humor pode mudar de acordo com o som que ouve. Um violino produz uma sensação relaxante, mas pode trazer energia. Uma guitarra faz tudo vibrar. Os acordes de instrumentos de percussão, os das flautas, cada um tem mil possibilidades. Mas o mais significante é a voz humana.
Se não quiser cantar, ou estiver rígido o suficiente para nem tentar, comece com um mantra. Sozinho, solte a voz num OM que quebre o silêncio e o faça despertar.
Nem sei desde quando sou assim, cheia de pressa. Talvez porque tenha sido uma criança dispersa e lenta ou por ter escolhido o jornalismo como profissão. Quem sabe por viver nessa era de coisas curtas, instantâneas. Não sei. O fato é que sou o que um grande amigo me apelidou: a Mulher-urgente. Urgente por botar pra fora toda essa inquietação imaginativa. Urgente por viver porque a escrita nada mais é que a vida, em suas múltiplas feições.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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